18 exposições e dois prémios de arte em 2019

São 18 as exposições que o MAAT apresenta em 2019: nove nacionais e nove internacionais. No ano que a Fundação EDP promove a 14.ª edição do Prémio Novos Artistas, e respetiva exposição coletiva no âmbito da qual será destacado o vencedor desta edição, seis outras exposições incidem sobre de trabalho de vencedores e finalistas de anteriores edições do prémio, reforçando assim o compromisso de dar visibilidade a artistas portugueses e de contribuir para a sua internacionalização. São eles Carlos Bunga, Vasco Araújo, Ana Santos, Carla Filipe, a dupla Mariana Caló e Francisco Queimadela e Vasco Barata. O ano será também marcado por mais uma edição do Grande Prémio Fundação EDP Arte

 

HELLO, ROBOT 

VITRA DESIGN MUSEUM
23 JANEIRO - 22 ABRIL
CENTRAL 1

Hello Robot é uma exposição do Vitra Design Museum, que examina pela primeira vez o boom atual da robótica com exemplos de robots domésticos, industriais, na ciência médica, cinema e literatura.

 

CARLOS BUNGA 

CURADORIA: IWONA BLAZWICK
23 JANEIRO - 20 DE MAIO
CENTRAL 2

A exposição do artista Carlos Bunga reunirá um conjunto de trabalhos realizadas nos últimos 10 a 15 anos e algumas obras novas, nomeadamente um projeto site-specific de grande escala que explora questões mais diretamente relacionadas com o cruzamento entre arquitetura, escultura e pintura. Esta será a primeira grande exposição monográfica do artista em Portugal e nela se pretende apresentar aspetos pouco conhecidos da sua produção artística. A exposição irá contar com a parceria da Fundação Carmona e Costa que, em simultâneo, irá inaugurar a primeira exposição de Carlos Bunga composta exclusivamente por desenho. Bunga foi o vencedor da edição de 2003 do Prémio Novos Artistas Fundação EDP. 

 

ANA SANTOS

CURADORIA: ANA ANACLETO
22 JANEIRO - 20 MAIO
CENTRAL. CINZEIRO 8

Ana Santos (1982, Espinho) posiciona-se na fronteira entre as grandes tradições escultóricas da modernidade. A assunção e apropriação de objetos encontrados ou adquiridos e o trabalho de transformação direta de materiais tradicionais no campo da escultura como a madeira, o mármore ou o metal, definem em grande medida o seu trabalho. Esta exposição reunirá um conjunto de escultura inéditas. Ana Santos foi a vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2013. 

 

FICÇÃO E FABRICAÇÃO

CURADORIA: PEDRO GADANHO E SÉRGIO FAZENDA RODRIGUES
20 MARÇO - 19 AGOSTO
MAAT. GALERIA PRINCIPAL E VIDEO ROOM

Esta exposição pretende analisar o surgimento de práticas fotográficas que, resultantes da influência do campo das artes visuais ou da era pós-Photoshop, introduziram novas tendências e linguagens no modo como a arquitetura é representada e, assim, integra uma ampla cultura visual contemporânea. Os trabalhos apresentados contribuem para uma leitura critica da arquitetura neles representada, como também para a sua perceção alterada. A exposição engloba trabalhos de artistas como Thomas Demand, Filip Dujardin, Andreas Gurski, Thomas Ruff, Edgar Martins, André Cepeda, entre outros.

 

PRÉMIO NOVOS ARTISTAS FUNDAÇÃO EDP

CURADORIA: INÊS GROSSO, JOÃO SILVÉRIO E SARA ANTÓNIA MATOS
15 MAIO - 9 SETEMBRO
CENTRAL 1

O Prémio Novos Artistas Fundação EDP foi instituído em 2000 e destina-se à revelação de novos valores da criação nacional no domínio das artes visuais. Com periodicidade bienal é reconhecido como um dos prémios mais significativos no panorama artístico português, tendo já premiado alguns dos mais importantes artistas nacionais, como Joana Vasconcelos, Leonor Antunes, Vasco Araújo, Carlos Bunga, Gabriel Abrantes, Claire de Santa Coloma, entre outros. Os finalistas (entre seis e nove) vão ser conhecidos já em janeiro e vão apresentar os seus trabalhos entre maio e setembro.

 

PEDRO TUDELA

CURADORIA: MIGUEL VON HAFE PÉREZ
15 MAIO - 13 OUTUBRO
CENTRAL. SALA DAS CALDEIRAS

A carreira de Pedro Tudela (1962, Viseu) congrega um já longo e multifacetado percurso artístico. Inicialmente reconhecido como pintor (nos anos 1980), tem vindo a desenvolver mais recentemente uma interessante investigação nos domínios da instalação, trabalhando sobre uma ideia de "edição". Esta questão tem tido um lugar privilegiado na sua atividade como músico, na sua prática de editor fonográfico, ou nas manifestações que tem apresentado na área da escultura com uma forte conotação performativa. O artista vai conceber uma obra especificamente para o contexto da Sala das Caldeiras, tendo o lugar e as suas características como ponto de partida e pretexto.

 

XAVIER VEILHAN

CURADORIA: PEDRO GADANHO E RITA MARQUES
15 MAIO - 13 OUTUBRO
COBERTURA DO MAAT

A intervenção do artista francês Xavier Veilhan será a primeira a ativar a cobertura do edifício do MAAT, respondendo ao facto de esse ser um espaço privilegiado do ponto de vista da afluência do público ao museu. Recorrendo a novas estátuas de uma série que o artista tem vindo a desenvolver, três a quatro figuras, criadas em alumínio fundido, vão tornar-se habitantes permanentes da cobertura visitável do museu, estabelecendo um diálogo com a arquitetura do edifício. A inauguração da exposição coincide com a realização da ARCO Lisboa, assinalando a primeira vez que os públicos deste evento acederão ao MAAT através da ponte pedonal desenhada por Amanda Levete.

 

SPECIAL COMMISSION: JESPER JUST

CURADORIA: PEDRO GADANHO E IRENE CAMPOLMI
15 MAIO - 2 SETEMBRO
MAAT. GALERIA OVAL

Por ocasião da ARCO Lisboa, o MAAT apresenta a sétima instalação específica na Galeria Oval com uma exposição do artista dinamarquês Jesper Just. Ocupando toda a galeria, o artista apresentará Servitude, uma instalação vídeo de 8 canais com um grande elemento escultórico e arquitetónico, previamente apresentada no Palais de Tokyo (2015), e uma nova instalação vídeo de 3 canais, encomendada pelo MAAT.

 

CARLA FILIPE

CURADORIA: LUÍS SILVA E JOÃO MOURÃO
15 MAIO - 9 SETEMBRO
MAAT. PROJECT ROOM

A exposição individual da artista Carla Filipe no MAAT inaugura a programação de 2019 do Project Room – um espaço dedicado à apresentação de artistas portugueses e pelo qual já passaram alguns dos nomes mais importantes da produção artística nacional, como João Louro, Ângela Ferreira, Miguel Palma e Grada Kilomba. A exposição de Carla Filipe, que foi finalista do Prémio Novos Artistas 2011, irá incluir uma série de trabalhos novos, em diálogo com trabalhos antigos, propondo um olhar retrospetivo sobre a sua obra.

 

VASCO ARAÚJO: VOX

CURADORIA: ANA CACHOLA E INÊS GROSSO
5 JUNHO - 9 SETEMBRO
CENTRAL 2

A exposição propõe uma visão transversal da obra de Vasco Araújo a partir da relação e inter-relação que o artista estabelece entre a performatividade da voz e do corpo, enquanto instrumentos de construção de identidades, mas também enquanto estratégia criativa para combinar noções de autobiografia e evocações literárias, ficção e realidade. Esta exposição marca os 20 anos de produção artística de Vasco Araújo, que foi um dos primeiros vencedores do Prémio EDP Jovens artistas, em 2002.

 

MARIANA CALÓ E FRANCISCO QUEIMADELA

5 JUNHO - 13 OUTUBRO
CENTRAL. CINZEIRO 8

A trabalhar como dupla artística desde 2010, Mariana Caló (1984, Viana do Castelo) e Francisco Queimadela (1985, Coimbra) apresentarão um conjunto de obras inéditas associadas a obras recentemente produzidas. Da sua prática artística fazem parte o vídeo, o filme de 8 e 16 mm, os diaporamas, o desenho, a escultura e a pintura, que surgem geralmente associados na forma de instalações criando ambientes visuais organizados com enorme rigor. Recorrendo ao uso de ferramentas visuais analógicas, como os filmes em película – sendo muitos deles construídos a partir da montagem sequencial de fotografias – torna-se particularmente evidente o interesse que manifestam pelas questões da perceção aliadas à passagem do tempo, às suas manifestações e interpretações. A dupla esteve entre os finalistas do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2013. 

                                                                      

PLAYMODE

CURADORIA: FILIPE PAIS E PATRÍCIA GOUVEIA
11 SETEMBRO - 17 FEVEREIRO 2020
MAAT. GALERIA PRINCIPAL

Muitos artistas compreenderam o poder de transformação do jogo e da brincadeira, integrando-os nas suas obras com propósitos distintos – evasão à realidade, construção e transformação social, subversão, ou crítica dos próprios mecanismos de jogo. Recorrendo a obras existentes e a novas encomendas de peças por artistas de vários países, a exposição Playmode apresenta uma reflexão sobre estes aspetos em diferentes práticas artísticas. Mas sugere também uma reflexão da influência do jogo e da brincadeira na sociedade, com um foco especial no processo de ludificação da sociedade.

 

BASIM MAGDY 

CURADORIA: INÊS GROSSO E IRENE CAMPOLMI
10 SETEMBRO - 17 FEVEREIRO
MAAT. VIDEO ROOM

Nascido no Egito e residente em Basileia na Suíça há vários anos, Basim Magdy irá apresentar um novo trabalho filmado em diferentes localidades de Portugal, incluindo, entre outras, o Núcleo de Arte Rupestre de Vila Nova de Foz Côa e o recinto megalítico dos Almendres no Alentejo. Debruçando-se sobre uma série de temáticas políticas e sociais que marcam o mundo e a sociedade do século XXI, o seu trabalho estabelece-se na fronteira entre narrativa ficcional e historiográfica, produzindo múltiplas camadas de interpretação e significado. Magdy foi eleito Artista do Ano em 2016 pelo Deutsche Bank e em 2014 pelo conceituado Abraaj Group Art Prize.

 

TRIENAL DE ARQUITECTURA: ECONOMIA DE MEIOS

CURADORIA: ÉRIC LAPIERRE
4 OUTUBRO - 2 DEZEMBRO
CENTRAL 1 E CENTRAL 2

Esta exposição, integrada na 5.ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa intitulada “A Poética da Razão”, propõe uma tipologia dos efeitos da economia de meios até aos nossos dias, questionando os que podem ser explorados hoje.

 

SPECIAL COMMISSION: ANGELA BULLOCH

4 OUTUBRO - 6 ABRIL 2020
MAAT. GALERIA OVAL

O trabalho de Angela Bulloch explora diversas formas, manifestando todas elas um particular fascínio por sistemas, padrões e regras, situando-se num território criativo entre a matemática e a estética. Com formação no Goldsmiths College, em Londres, e fazendo parte da geração vulgarmente conhecida como “YBA” (Young British Artists), o seu trabalho tem vindo a desenvolver-se no sentido de uma depuração formal e técnica. As "pixel boxes", o seu contributo mais popular, eram originalmente construídas em madeira, contendo numa das faces um ecrã de plástico que era atravessado pela projeção intermitente de luzes coloridas, produzindo padrões visuais que variavam entre a total monocromia ou o mais complexo mosaico. Prestando homenagem à tradição minimalista, estas peças foram evoluindo tecnológica e formalmente tendo-se transformado as suas instalações em puras abstrações visuais, convocando a perceção do espectador nas suas mais variadas dimensões.

 

JOÃO PEDRO VALE E NUNO ALEXANDRE FERREIRA

CURADORIA: INÊS GROSSO
4 OUTUBRO - 17 FEVEREIRO
MAAT. PROJECT ROOM

A exposição desta dupla de artistas tem como ponto de partida uma investigação realizada em Paris ao abrigo do programa de residências artísticas da La Cité internationale des arts. Os artistas irão recorrer a episódios da emigração portuguesa das décadas de 1960 e 1970, nomeadamente para França, e ao seu papel na formação de comunidades temporárias, os chamados bidonvilles, para fazer uma analogia entre a ideia de corpos em trânsito, do migrantes e refugiados, com o transexual e transgénero.

 

VASCO BARATA

CURADORIA: CAROLINA GRAU
30 OUTUBRO - 20 JANEIRO 2020
CENTRAL. CINZEIRO 8

Vasco Barata (Lisboa, 1974) foi convidado para realizar um novo projeto expositivo para a sala do Cinzeiro 8 onde irá apresentar um conjunto de trabalhos especificamente pensados para este espaço. Vasco Barata, que foi finalista do Prémio EDP Novos Artistas em 2011, tem vindo a apresentar desde o final dos anos 90 um trabalho pontuado pelo uso da fotografia e do vídeo, associados ao desenho e à instalação. Na sua obra, identifica-se um interesse pelo cinema e dispositivos cinematográficos, pelos códigos da linguagem, assim como referências à cultura popular.

 

ARTISTS’ FILM INTERNATIONAL 2019

30 OUTUBRO - 27 ABRIL 2020
CENTRAL. SALA DAS CALDEIRAS

O MAAT é a uma das instituições a integrar o Artists’ Film International, um programa dedicado à exibição de vídeos, filmes e animações realizadas por artistas de todo o mundo. Iniciado em 2008 pela Whitechapel Gallery (Londres), este programa é agora uma parceria global que reúne 18 instituições. Pelo quarto ano consecutivo, o MAAT apresentará na Sala das Caldeiras mais uma versão do programa subordinado, anualmente, a um determinado tema. Num momento em que o tema da descolonização da arte e da crítica, face à tradicional perspetiva eurocêntrica ocidental, está no centro dos debates contemporâneos, o Artists’ Film International promove o diálogo entre culturas e práticas artísticas, entre centro e periferia.

26 Dez 2018