Traverser la nuit - Obras da Coleção Antoine de Galbert | Fundação EDP

Traverser la nuit - Obras da Coleção Antoine de Galbert

Traverser la nuit - Obras da Coleção Antoine de Galbert
12 MAR - 29 AGO 2022
MAAT Central 

Traverser la nuit apresenta um núcleo de mais de uma centena de obras de 84 artistas internacionais, de uma das mais importantes coleções privadas francesas – a coleção pessoal de Antoine de Galbert.

Entre as mais diversas disciplinas artísticas – desenho, escultura, pintura, instalação e vídeo –Traverser La nuit reúne obras de artistas como Hervé Di Rosa, Christian Boltanski, Constantin Brâncusi, Didier Faustino, Lucio Fontana, Joan Fontcuberta, Raoul Hausmann, André Kertész, Thomas Ruff, W. Eugene Smith e Francesca Woodman, entre outros.

Destaque para um núcleo muito significativo de fotografia, composto por uma seleção de cerca de 60 retratos de artistas, tais como Marina Abramović, Jorge Molder, Patti Smith, Francesca Woodman, Olivier Blanckart, Annie Leibovitz e Man Ray.

Colecionador apaixonado por quebrar barreiras, Antoine de Galbert (1955, Grenoble) gosta de criar diálogos entre a arte contemporânea, as artes populares e a arte bruta na sua coleção. Figura reconhecida do mecenato em França, criou uma fundação com o seu nome e inaugurou em 2004 a La Maison Rouge, um centro de arte privado em Paris, cuja programação marcou a paisagem cultural parisiense até ao seu encerramento, em 2018. Antoine de Galbert prossegue a missão da sua fundação, nomeadamente de promoção de várias formas de criação atual, de suporte à investigação em História de Arte, de apoio aos artistas e críticos na edição de publicações, de contribuição para o enriquecimento de fundos museográficos através de doações e aquisições.

Inspirada na história e na função original do local de exposição a temática da noite impôs-se em Traverser la nuit. Erigida no início do século XX para fornecer eletricidade a Lisboa e arredores, a Central Tejo é testemunho da transformação ocorrida no início do século passado com a generalização da eletricidade e iluminação introduzida pelas centrais elétricas. Em conjunto com a psicanálise então emergente, esta revolução energética transformou a noite e a relação que temos com ela.

“Fonte inesgotável de inspiração para os artistas, a noite continua a alimentar e a impregnar as obras com os questionamentos que suscita, sejam eles filosóficos, políticos, societais, ecológicos ou científicos. Fonte de esperança ou de angústia, também é espaço-tempo de liberdade e da transgressão que tanto convém à criação e da qual faz eco a coleção constituída por Antoine de Galbert”, afirma o curador Noelig Le Roux, comissário de exposições independente e antigo responsável das exposições na La Maison Rouge.

Através de um percurso pensado como travessia, “do crepúsculo até ao amanhecer, da cegueira e da perda de referências até à esperança por melhores dias no horizonte, dos sonhos noturnos até à noite cósmica”, acrescenta o curador, a exposição convida os visitantes a percorrerem esse intervalo noturno, propício à expansão do imaginário, ao sonho e às visões do futuro.

Esta exposição está inserida na programação da Temporada Portugal-França 2022.

17 Fev 2022