PROJETO AIR 351 QUER ATRAIR ARTISTAS ESTRANGEIROS A LISBOA

Gary Hill
Gary Hill, Dream Stop. | James Harris Gallery ©2016, RJ Sánchez, Solstream Studios.

 

Chama-se Air 351 e é um programa de residências artísticas que quer atrair artistas e curadores internacionais, da área das artes visuais, à região de Lisboa, promovendo-a como um “centro internacional de excelência, na criação e produção artística, bem como um local onde artistas de todo o mundo queiram viver e trabalhar.” Palavras do economista Luís Campos e Cunha, fundador e presidente da associação sem fins lucrativos Air 351 – Residency Association, que está a desenvolver o projeto. “A estratégia passa por mostrar aos artistas estrangeiros que Portugal é bom para trabalhar. Aqui encontram boas escolas de artes, um ambiente acolhedor, custos de produção muito mais baixos do que em outras capitais europeias”, argumenta ainda o mentor do projeto e presidente da associação, conhecido pela sua forte ligação à arte contemporânea.

As residências artísticas 351 vão ter “casa” em Cascais, no Bairro dos museus, no edifício da antiga escola pública D. Luiz I, que é hoje património classificado, e que foi renovado e cedido pela autarquia. 

Em fase de arranque, o projeto tem capacidade para acolher sete artistas ou curadores já a partir de janeiro de 2018, para residências não superiores a um ano. Os candidatos serão selecionados por um júri independente.  

O projeto conta com o apoio de entidades como a Fundação Millenniumbcp enquanto mecenas principal, a Fundação EDP e a ANA – Aeroportos de Portugal. E com parceiros como o MAAT que, em coautoria com a Air 351, irá apresentar anualmente uma exposição, fruto do trabalho desenvolvido nas residências. A primeira será já em maio de 2018, revela Luísa Especial, curadora e diretora artística do projeto, com uma instalação do artista americano Gary Hill, que participou no projeto ainda em fase piloto.

30 Out 2017