“Jornais na Revolução – a Imprensa que nasce em 1975” na Fundação Mário Soares

Os jornais criados em 1975, defensores da chamada “legitimidade democrática”, são o tema da exposição que decorre entre 7 de Dezembro e 31 de janeiro de 2020 na Fundação Mário Soares, em Lisboa.

Organizada por Pedro Marques Gomes, a partir da sua investigação de doutoramento, esta mostra pretende, através das primeiras páginas de quatro jornais criados em 1975 – Jornal Novo, O Jornal, Tempo e A Luta – recordar os principais acontecimentos daquele ano, ao mesmo tempo que dá conta da importância dos jornais nos combates político-militares então travados, designadamente enquanto defensores da chamada “legitimidade democrática” por oposição à “legitimidade revolucionária”.

Pedro Marques Gomes foi o vencedor do Prémio Fundação Mário Soares – Fundação EDP 2019, atribuído à sua tese de doutoramento, em História, "Jornais, Jornalistas e Poder: a Imprensa que nasce na Revolução e as lutas políticas de 1975", defendida na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi também atribuída uma menção honrosa à tese de doutoramento em Sociologia, "1961 - Sob o Viés da imprensa. Os jornais portugueses, britânicos e franceses na conjuntura da eclosão da guerra no impréio português", apresentada por Tânia Reis Alves no Instituto de Ciências Sociais. 

O Prémio Fundação Mário Soares, constítuido por uma quantia em dinheiro, de 5.000,00 euros, é atribuído anualmente a autores de dissertações académicas ou de outros trabalhos de investigação realizados no âmbito da História de Portugal do século XX. As candidaturas à edição de 2020 decorrem até 20 de dezembro de 2019. A Fundação EDP apoio este prémio desde 2011.

 

 

06 Dez 2019