Revista Electra 10

Editor
Fundação EDP
Year
2020
O trabalho, e o futuro do trabalho, são os temas do dossier do décimo número da revista Electra. Abordando o tema sob perspectivas muito diversas, este dossier conta com a colaboração de André Barata, Yann Moulier-Boutang, António Guerreiro, Helen Hester, José Nuno Matos, Jason Read e Nick Srnicek.

Na secção “Primeira Pessoa” desta edição são publicadas duas entrevistas: a Carlo Ginzburg, em que o reconhecido historiador italiano recorda o seu percurso intelectual e o que o tornou um dos nomes mais importantes da historiografia contemporânea, e a Philippe Sands, uma das figuras de referência do direito internacional, que nos fala do mundo contemporâneo, dos seus males e ameaças, das acções judiciais contra as alterações climáticas e das mudanças criadas pela pandemia da covid-19.

O Portfólio da Electra 10, intitulado Unseen Teen, e constituído por imagens da juventude «invisível» dos EUA, é da autoria de Alec Soth, um dos maiores fotógrafos norte-americanos da actualidade, com introduçãoo de Sérgio Mah.

Na décima edição de Electra, o historiador da psicanálise, investigador e antigo director do Museu Freud, Michael Molnar, faz um perfil de Edward L. Bernays conhecido como «o pai das relações públicas», da manipulação de massas e o inventor do marketing e da propaganda moderna; o neurocientista Sebastian Dieguez comenta uma passagem do romance A Peste, de Albert Camus; o filósofo e professor Viriato Soromenho Marques aborda o conceito de “sustentabilidade”; o sociólogo Alessandro Dal Lago, um italiano do Norte que foi viver para Palermo, faz um retrato desta cidade barroca, mas onde se sobrepõem muitas épocas históricas; Yves Michaud, filósofo e crítico de arte, e Salvatore Settis, historiador de arte e arqueólogo, discutem a questão da restituição das obras de arte à sua origem.

Na secção “Registo” a historiadora de arte Nicola Hille interpreta o gesto do chanceler da República Federal da Alemanha, Willy Brandt, quando em visita ao Gueto de Varsóvia, depõe uma coroa de flores em memória dos judeus assassinados na Segunda Guerra Mundial e se ajoelha. O “Livro de Horas”, da autoria da encenadora sérvia Jelena Bogovac é um diário, escrito a partir de Belgrado, num tempo em que a pandemia da covid-19 tomou conta de tudo.